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Cefaleia é um termo técnico que significa dor de cabeça. Trata-se de um sintoma bastante comum, que acomete a grande maioria das pessoas ao longo da vida. Diversas doenças podem levar à cefaleia, geralmente associada a outros sintomas. Entre elas estão infecções, tumores, desordens vasculares, desordens metabólicas, problemas oculares (glaucoma), entre outras.

Existem vários tipos de cefaleia, no entanto, que não são secundárias a nenhuma doença específica e, geralmente, são recorrentes. Os tipos mais comuns são a cefaleia tensional e a enxaqueca. Em qualquer caso, a avaliação médica é fundamental para esclarecer a origem da cefaleia e estabelecer o tratamento apropriado.

 

Cefaleia Tensional

A cefaleia tensional acomete indivíduos de todas as idades, mas principalmente adultos jovens, sendo mais comum em mulheres. Caracteriza-se por dor de intensidade variável, contínua, em aperto, pressão ou peso, envolvendo a cabeça como uma faixa. Pode acometer toda a cabeça, ou ser mais intensa na região posterior, próxima ao pescoço, ou frontal. Chega a durar vários dias seguidos, podendo ser exacerbada por estresse emocional, fadiga, barulho ou luz intensa. Em alguns casos, ansiedade ou depressão estão presentes.

O tratamento pode ser feito com analgésicos comuns, mas medicamentos utilizados para enxaqueca também costumam ser utilizados. Técnicas de relaxamento, como massagens e banhos quentes, geralmente são úteis. Assim como explorar as causas da tensão ou ansiedade.

 

Enxaqueca

A enxaqueca é um tipo de cefaleia caracterizada por crises de dor intensa, latejante, que geralmente acomete apenas um lado da cabeça (mas pode acometer os dois lados). Embora a enxaqueca possa surgir em qualquer idade, as crises comumente aparecem na adolescência ou início da idade adulta. Alguns sintomas como náuseas, vômitos, intolerância a luz e ao barulho estão frequentemente associados à enxaqueca.

Uma parcela dos indivíduos costuma apresentar sintomas neurológicos um pouco antes das crises chamados “aura”. Os sintomas mais comuns são as alterações visuais como falhas no campo visual, flashes de luz ou pontos luminosos em ziguezague. Outros sintomas como formigamento, fraqueza em uma parte do corpo, e até dificuldade para falar também podem ocorrer, mas são mais raros.

A enxaqueca é mais comum em mulheres e os indivíduos acometidos com frequência têm familiares com quadros semelhantes. As crises podem durar de horas a dias e podem ser desencadeadas por estresse emocional ou físico, falta ou excesso de sono, jejum, comidas específicas (como chocolate, comidas gordurosas), bebidas alcoólicas (como vinho tinto), privação de cafeína (em indivíduos que costumam consumir grandes quantidades de cafeína), menstruação, exercício físico intenso, exposição a ruídos altos, odores fortes ou temperaturas elevadas.

Durante as crises, muitos pacientes se beneficiam de medidas simples como descansar em um local silencioso e escuro. Os analgésicos simples também podem ajudar se utilizados logo no início dos sintomas, mas com frequência são necessários medicamentos com vasoconstritores.

Pessoas com crises frequentes (ao menos duas a três vezes por mês) podem necessitar de um tratamento profilático, ou seja, um tratamento para prevenir novas crises. Existem diversas medicações efetivas para este tipo de tratamento que deve ser feito sempre seguindo orientação médica.

 

Cefaleia em Salvas

A cefaleia em salvas acomete predominantemente homens de meia idade. Caracteriza-se por dor muito intensa na região ao redor de um dos olhos, frequentemente acompanhada por congestão nasal do mesmo lado da dor, secreção nasal, lacrimejamento e olho vermelho.

O início da crise geralmente é súbito e muitas vezes ocorre à noite, acordando o indivíduo. Costuma durar menos de 2 horas e melhorar espontaneamente. Os episódios podem ocorrer diariamente por semanas, depois desaparecem por períodos que variam de semanas a meses.

Muitos pacientes relatam que a ingestão de álcool pode desencadear uma crise. Outros relatam que estresse e a ingestão de alimentos específicos também podem precipitar crises.

A inalação de oxigênio (100%) por 15 minutos costuma ser efetiva para o alívio da dor durante a crise. Também pode ser realizado tratamento profilático com medicamentos específicos, sob orientação médica.

Os medicamentos de venda livre podem resolver a maioria dos casos de cefaleia, porém a automedicação é contraindicada. Ela pode dificultar ou postergar o diagnóstico de alguma doença que pode estar causando a cefaleia e que necessite de tratamento específico.