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O que é

A esquizofrenia é uma doença mental grave que pode ser considerada a principal forma de psicose pela sua frequência e importância clínica. Acomete indivíduos jovens, cerca de 1% da população, conduzindo a alterações importantes do pensamento, emoções e comportamento.  Assim como as demais psicoses, tem como pilar central a perda de contato com a realidade. Isto é, o indivíduo acometido apresenta dificuldade de distinguir entre experiências reais e imaginárias.

 

Sintomas

Os principais sintomas encontrados na esquizofrenia são:

1. Alucinações: o indivíduo tem a percepção de um estímulo (som, imagem, cheiro), sem que ele esteja presente. Por exemplo, pode ouvir vozes sem que ninguém tenha falado. Estas vozes podem fazer comentários a seu respeito, dar-lhe ordens ou até agredi-lo verbalmente. Ele também pode relatar que ouve o seu próprio pensamento ou o de outras pessoas. É possível que ouça outros sons ou veja vultos ou imagens que não são reais.

2.Delírios: o paciente passa a acreditar em ideias que não correspondem à realidade, com absoluta certeza. Mesmo que você consiga provas concretas de que ele está errado ou argumente usando a lógica, ele não se convence. Acredita, por exemplo, que está sendo perseguido, vigiado ou que há pessoas que desejam lhe fazer mal. Pode achar que está sendo controlado, comandado ou influenciado por uma força ou uma pessoa; ou que é muito importante, poderoso, até mesmo um santo ou um novo messias.

3. Alterações do pensamento: muitas vezes seu pensamento fica confuso, desorganizado, difícil de compreender. Também é comum um empobrecimento da linguagem e do pensamento.

4. Alterações de comportamento: o paciente pode se tornar agitado, retraído, ou agressivo. Seu comportamento também pode se tornar bizarro, passando a falar sozinho, rir sem motivo ou adotar atitudes estranhas, como, por exemplo, guardar lixo dentro de casa. Geralmente os pacientes perdem o interesse por suas atividades habituais e o descuido com a aparência é comum.

 5. Alterações de Afetividade: o paciente costuma se tornar distante afetivamente, com dificuldade de demonstrar ou até de vivenciar emoções.

 

Causas

As causas da esquizofrenia ainda estão sendo estudadas, mas as evidências indicam o envolvimento de fatores genéticos, biológicos e ambientais. Sabe-se que filhos de esquizofrênicos têm 10 vezes mais chances de desenvolver a doença. Alterações bioquímicas envolvendo neurotransmissores, particularmente a dopamina, parecem estar implicadas na doença.

 

Diagnóstico

O diagnóstico da esquizofrenia é clínico, isto é, baseado nos sinais e sintomas já descritos, obtidos através da história completa e do exame psíquico do paciente. Não há nenhum tipo de exame complementar (radiografia, tomografia, eletro encefalograma, exames de sangue) que possibilite a confirmação do diagnóstico.

 

Tratamento

O tratamento da esquizofrenia visa o controle dos sintomas e a reintegração dos pacientes na sociedade, uma vez que se trata de um transtorno crônico para o qual ainda não existe cura.

A farmacoterapia consiste na utilização de medicamentos chamados antipsicóticos com o objetivo de controlar os sintomas e evitar novas crises. Depois de iniciado, o tratamento geralmente precisa ser mantido por toda a vida, pois a interrupção resulta em novos surtos.

Os antipsicóticos são eficazes para a maioria dos pacientes e os mais novos apresentam menos efeitos colaterais e agem em um número maior de sintomas.

Além dos medicamentos, também podem ser utilizadas outras modalidades de tratamento como a psicoterapia individual, familiar ou em grupo; o treinamento de habilidades sociais e a reabilitação ocupacional.

 

Saiba Mais

Sintomas como alucinações e delírios não são exclusivos da esquizofrenia, podendo surgir em outros transtornos psiquiátricos como depressão e transtorno afetivo bipolar. Alterações metabólicas, infecções, tumores cerebrais e traumatismo craniano, entre outros, também podem causar sintomas psicóticos.

Pacientes que fazem uso de drogas que ativam o sistema da dopamina podem desenvolver um quadro clínico agudo com características semelhantes à esquizofrenia; entretanto, os sintomas costumam remitir após a suspensão da medicação.