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O que é

O ”Transtorno de Pânico” ou ”Síndrome do pânico” é um tipo de transtorno ansioso caracterizado por ataques recorrentes de ansiedade de início súbito e duração limitada. Trata-se de um transtorno que acomete mais as mulheres que os homens (até 2 vezes mais), cujo início geralmente ocorre entre os 20 e 25 anos de idade.

 

Sintomas

Durante os ataques, o indivíduo apresenta um medo abrupto e intenso, acompanhado por pelo menos quatro dos sintomas abaixo:

- Palpitações, taquicardia;

- Dor no peito;

- Tontura, sensação de que vai desmaiar;

- Sudorese;

- Sensação de falta de ar ou de sufocamento;

- Formigamentos;

- Tremores;

- Ondas de calor ou frio;

- Enjoo ou desconforto abdominal;

- Medo de perder o controle ou enlouquecer;

- Medo de morrer;

- Sensação de que o corpo está estranho ou de que o ambiente está estranho, não familiar.

Os ataques podem ocorrer espontaneamente ou em resposta a uma situação específica. Causam muito sofrimento e com frequência o indivíduo tem a certeza de que está morrendo. Por definição, a intensidade dos sintomas deve atingir o máximo dentro de 10 minutos, e a maioria dos ataques tem duração relativamente curta, de 5 a 30 minutos.

A agorafobia, comumente associada ao Transtorno de Pânico, é definida como o medo de estar em locais ou situações difíceis de sair ou de conseguir ajuda (caso apresente um ataque de pânico). Por exemplo: estar no meio de uma multidão; estar longe de casa sozinho; estar em um congestionamento, túnel ou ponte; viajar de trem, ônibus, automóvel ou avião. Devido ao medo, muitas pessoas passam a evitar locais públicos, elevadores ou até mesmo sair de casa desacompanhadas.

A ansiedade antecipatória é outra característica comum do Transtorno de Pânico, o indivíduo preocupa-se constantemente com a possibilidade de apresentar novos ataques. Este temor o leva a limitar suas atividades, evitando situações desencadeantes ou associadas a ataques anteriores. Por exemplo, se um ataque anterior ocorreu em determinado local, este local passa a ser evitado.

 

Causas

Existem diversas teorias a respeito das causas desta síndrome, as quais ainda não foram totalmente esclarecidas. Em relação aos aspectos biológicos, há evidências do envolvimento da desregulação dos sistemas da noradrenalina e da serotonina. A genética também parece contribuir para o transtorno, segundo estudos utilizando gêmeos.

 

Diagnóstico

Devido à intensidade dos sintomas físicos, a maioria dos pacientes procura serviços de emergência (como pronto-socorros) quando apresenta os ataques. Como nenhuma alteração física é encontrada, geralmente estes pacientes deixam o local sem um diagnóstico, o que atrasa o início do tratamento, prolongando o sofrimento do paciente.


Tratamento

O tratamento farmacológico consiste no uso de medicamentos como antidepressivos e benzodiazepínicos. Também pode ser utilizada a psicoterapia; há diversos estudos demonstrando os benefícios do uso da terapia cognitiva comportamental no transtorno de pânico. A psicoterapia psicodinâmica e a terapia de grupo também podem ser utilizadas.