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A bronquite crônica se caracteriza por apresentar tosse crônica persistente, devido à obstrução persistente das vias aéreas, que produz escarro e apresenta caráter progressivo.

Na bronquite crônica, as glândulas brônquicas dilatam e causam uma secreção excessiva de muco. Além da inflamação dos brônquios e bronquíolos que apresentam estreitamento da sua luz.

 

Causas da bronquite crônica:

- As substâncias irritantes causam inflamação dos alvéolos;

- Se a inflamação se prolongar, pode ocorrer uma lesão permanente;

O tabagismo compromete ainda mais as defesas dos pulmões ao lesar as células ciliadas (que contêm projeções semelhantes a pelos) que revestem as vias aéreas e que, normalmente, transportam o muco em direção à boca, auxiliando na eliminação de substâncias tóxicas.

 

Sintomas:

O sintoma mais precoce da bronquite crônica que pode ocorrer é a tosse com catarro, que é mais comum quando o indivíduo se levanta pela manhã. Em geral, o paciente não a leva em conta, considerando-a uma tosse “normal” do tabagista, apesar de evidentemente ela não o ser.

O paciente evolui para a falta de ar com chiado no peito e arroxeamento dos lábios – indicando a má oxigenação de todas as células do organismo. Frequentemente, o indivíduo apresenta uma tendência aos resfriados, nos quais o escarro torna-se mais espesso e com cor amarelada ou esverdeada.

No decorrer dos anos, os sintomas ocorrem com maior frequência e intensidade, com redução da capacidade pulmonar para fazer atividades cada vez mais simples, como escovar os dentes ou levantar da cama.

 

Tratamento:

O tratamento consiste em adotar medidas básicas para evitar as causas desencadeantes, como, por exemplo:

- Evitar infecções respiratórias;

- Evitar o tabagismo;

- Praticar atividades físicas regularmente, com supervisão médica e de profissional habilitado.

- Evitar exposição a gases e vapores irritantes;

- Somente utilizar medicamentos com prescrição médica;

- Manter uma alimentação saudável;

- Evitar a obesidade.

 

O vício de fumar é responsável por:

- 97% do câncer de laringe;

- 90% das mortes por câncer no pulmão;

- 85% das mortes por bronquite e enfisema;

- 50% dos casos de câncer de pele;

- 30% das mortes por câncer;

- 25% das mortes por doenças do coração e derrame.

O sistema respiratório, por ser a via de entrada das 4.720 substâncias tóxicas inaladas no ato de fumar, das quais 80 são cancerígenas, é o principal atingido por esse vício.

 

Quando se fuma, as seguintes consequências estarão presentes:

1. Aumento do ritmo cardíaco ou arritmia;

2. Redução do paladar e do olfato;

3. Destruição dos cílios dos brônquios, que são responsáveis por retirar dos pulmões as substâncias agressivas (aumenta o risco de diversas doenças do sistema respiratório);

4. Redução da resistência e disposição para atividades físicas;

5. Dificuldade respiratória, provocando crises de rinite, sinusite, bronquite e asma;

6. Aumento do risco de doenças coronarianas (infarto) e acidentes vasculares cerebrais (derrames);

7. Agravamento de doenças do sistema digestivo (gastrite, úlcera, etc.);

8. Risco de câncer muito aumentado.

A utilização de medicamentos somente deve acontecer sob prescrição e supervisão médica, já que os medicamentos específicos para o tratamento da asma e da bronquite crônica podem apresentar efeitos colaterais intensos e graves.

Fonte: Editoria Médica.