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Rinite Alérgica

Rinite é a inflamação da mucosa de revestimento nasal, caracterizada pela presença de um ou mais dos seguintes sintomas: obstrução nasal (nariz entupido), secreção nasal, espirros, coceira e diminuição do olfato.

Existem várias formas de classificação das rinites, uma delas é de acordo com o fator causal:

I. Infecciosas: causadas por vírus (resfriado, gripe), bactérias ou fungos.

II. Não-alérgicas (induzidas por medicamentos ou drogas, hormonais, irritativas, ocupacionais, entre outras). Muitos pacientes apresentam múltiplos fatores desencadeantes. As principais rinites não-alérgicas são:

  • Rinite por irritantes: sintomas desencadeados pela inalação de diversos produtos químicos e gases, partículas de óleo diesel, drogas e fatores físicos (como ar muito frio ou seco, ou exposição excessiva à luz). Os sintomas são: obstrução nasal, coriza e espirros.
  • Rinite Idiopática (sem causa esclarecida), também conhecida como rinite vasomotora, tem fatores desencadeantes inespecíficos e mecanismo não elucidado. Os sintomas são semelhantes aos da rinite por irritantes, mas a coriza tende a ser mais intensa e, geralmente, relacionados com odores fortes e alterações de temperatura ambiente e da umidade.

III. Alérgicas: determinadas por uma resposta do sistema imunológico a um fator causador da alergia (alérgeno).

A Rinite Alérgica ocorre como consequência da exposição do indivíduo a um alérgeno que desencadeia uma serie de reações do sistema imunológico que resultarão nos sintomas:

  • Obstrução nasal
  • Coriza
  • Espirros
  • Prurido (coceira) nasal: pode se estender aos olhos provocando inchaço e vermelhidão.

Aproximadamente, 80% dos indivíduos portadores de RA apresentam alergia aos ácaros (microrganismos microscópicos presentes na poeira doméstica), entretanto, também são causas comuns de alergia: restos de insetos, mofo (fungos), pelos de animais, e gramíneas (pólens).

A Rinite Alérgica pode ainda, ser desencadeada ou agravada por fatores irritantes ou poluentes: exposição a mudanças brusca de clima, inalação de irritantes e inalação de ar frio e seco. Os fatores irritantes mais importantes são: exposição ao fumo e poluição ambiental. Os pacientes com esse diagnóstico apresentam, de uma forma geral, histórico de alergias respiratórias na família.

 No tratamento da rinite alérgica, os cuidados para se evitar o contato com os fatores que desencadeiam a alergia são muito importantes (medidas de higiene ambiental), entre eles:

  • O quarto de dormir deve ser preferentemente bem ventilado e ensolarado.
  • Evitar travesseiro e colchão de paina ou pena. Use os de espuma, fibra ou látex, sempre que possível envoltos em material plástico (vinil) ou em capas impermeáveis aos ácaros. Recomenda-se limpar o estrado da cama duas vezes por mês.
  • Evitar tapetes, carpetes, cortinas e almofadões. Dar preferência a pisos laváveis (cerâmica, vinil e madeira) e cortinas do tipo persianas ou de material que possa ser limpo com pano úmido.
  • Camas e berços não devem ser justapostos à parede.
  • Evitar bichos de pelúcia, estantes de livros, revistas, caixas de papelão ou qualquer outra local onde possam ser formadas colônias de ácaros no quarto de dormir.
  • Combater o mofo e a umidade, principalmente no quarto de dormir.
  • Evitar o uso de vassouras, espanadores e aspiradores de pó comuns. Passar pano úmido diariamente na casa ou usar aspiradores de pó com filtros especiais 2x/semana. Afastar o alérgico do ambiente enquanto se faz a limpeza.
  • Evitar animais de pelo e pena, especialmente no quarto e na cama do paciente.
  • Evitar inseticidas e produtos de limpeza com forte odor.
  • Manter alimentos fechados e acondicionados e não armazenar lixo dentro de casa
  • Evitar talcos, perfumes, desodorantes, principalmente na forma de sprays.
  • Não fumar e nem deixar que fumem dentro da casa e do automóvel.
  • Roupas de cama e cobertores devem ser lavadas e secadas ao sol ou ar quente antes do uso.
  • Evitar banhos muito quentes.
  • Dar preferência à vida ao ar livre. Esportes podem e devem ser praticados.

 

O diagnóstico de rinite e qual seu tipo deve ser feito pelo médico. Esse profissional será capaz de, através da identificação da causa, orientar o tratamento adequado. Portanto, NÃO PRATIQUE A AUTOMEDICAÇÃO, pois poderá agravar ou retardar a cura dos quadros agudos.

Nas rinites alérgicas onde não a cura definitiva, existem tratamentos eficazes que, associados à higiene ambiental, controlam os sintomas da doença.

 

Fonte: III Consenso Brasileiro sobre Rinites, São Paulo, 2012.