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Rinossinusite

A rinossinusite, conhecida popularmente como sinusite, é um processo inflamatório da mucosa rinossinusal (revestimento do nariz e dos seios da paranasais). Os seios paranasais são mais conhecidos como seios da face, pois são cavidades ocas localizadas nos ossos situados em torno do nariz (face), mas também existentes na região atrás dos olhos.

(figura com seios paranasais destacados)

 

As rinossinusites podem ser classificadas de acordo com o tempo da doença em: aguda (sintomas duram menos que 12 semanas) ou crônica (sintomas duram mais que 12 semanas). Quanto à gravidade do quadro, as rinossinusites podem ser: leve, moderada ou grave.

 

As Rinossinusite agudas são, geralmente, classificadas com base no fator causal:

  • Aguda viral ou resfriado comum: de forma geral, tem resolução espontânea, em até dez dias;
  • Aguda pós-viral: ocorre piora dos sintomas do resfriado após cinco dias de doença ou eles persistem por mais de dez dias;
  • Bacteriana: algumas poucas pessoas com o quadro anterior (até 2%) podem evoluir com uma infecção causada por bactérias.

 

O paciente apresenta pelo menos dois ou mais dos seguintes sintomas:

  • Obstrução ou congestão nasal (nariz entupido);
  • Secreção nasal (predominantemente de um lado e que pode escorrer pelas narinas ou ser sentida escorrendo do nariz para a garganta);
  • Dor ou pressão no local dos seios paranasais: maxilar (abaixo dos olhos, acima das bochechas), frontal (testa), atrás ou entre os olhos, região posterior da cabeça;
  • Febre > 38ºC;
  • Nova piora dos sintomas do início do quadro;
  • Alterações do olfato.

 

 

No caso das Rinossinusites crônicas, são ainda fatores causais possíveis: infecções dentarias e fungos.

 

Tratamento

O tratamento das rinossinusites depende do fator causal. Ele sempre deverá ser indicado pelo médico, pois a automedicação poderá agravar os sintomas e a própria doença, dificultando sua resolução. Existe uma grande preocupação com o uso indiscriminado dos antibióticos, pois as bactérias se tornam mais resistentes aos antibióticos disponíveis (resistência bacteriana), resultando em infecções de difícil tratamento. O uso de vasoconstritores nasais de forma indiscriminada poderá causar danos graves e irreversíveis à mucosa nasal.

Portanto, a indicação do uso de medicamentos de venda sob prescrição médica deve ser feita exclusivamente por este profissional após o diagnóstico com base nos sinais e sintomas clínicos e, se necessário, a realização de exames complementares laboratorias ou de imagem.

 

Fonte: Consenso de Rinossinusites: evidências e experiências, 2013. Braz J Otorhinolaryngol. 2015;81(1 Supl. 1):S1-S49